Economia compartilhada e o futuro do trabalho !!!

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Por Renato Azevedo Sant’Anna

O grande problema que vejo é o desafio da reeducação massiva (Crédito: Shutterstock)

No passado já foi dito que se todos os habitantes do planeta fossem adquirir um padrão de consumo visto nas economias desenvolvidas, iríamos necessitar de alguns planetas adicionais para satisfazer a demanda por recursos.

Nos últimos anos foi concebida a ideia de economia compartilhada ou também economia sob demanda, nos quais os recursos (a capacidade profissional das pessoas, insumos, capital para investimento e ferramentas de trabalho) podem ser compartilhados de modo a gerar economias de escala e evitar desperdícios por ociosidade e ineficiências em sua alocação.

A punjança das startups baseadas na lógica da economia das plataformas funciona com o mesmo princípio, em que, como “marketplaces”, fazem a ponte entre quem oferece o serviço e quem o utiliza.

O problema de ociosidade em algum setor da economia é decorrente da capacidade ofertada ser superior à demanda, e o preço geralmente é a ferramenta que regula o ponto de equilíbrio entre ambos.

Problemas de ineficiência gerados por falhas na alocação dos recursos, vejo que em parte poderiam ser resolvidos se houvessem processos automatizados ou semi-automatizados, como um grande “marketplace”, que estimulassem a precificação e alocação dinâmica destes recursos. Por exemplo, já existem startups com essa proposta visando ao transporte de carga rodoviária.

O grande problema que vejo é o desafio da reeducação massiva que centenas de milhões de pessoas terão de passar, de modo a readquirir habilidades que possam ser bem remuneradas num mundo onde a inteligência artificial é a nova eletricidade, pervasiva em seu alcance e que tarefas repetitivas passarão a ser automatizadas e o trabalho manual tenderá a ser cada vez mais raro, sendo utilizado apenas de modo a documentar um processo e/ou de modo a ganhar algum insight para que possa ser quebrado em tarefas menores e enfim ser automatizado no futuro.

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O grande problema que vejo é o desafio da reeducação massiva (Crédito: Shutterstock)

Habilidades como imaginação, criatividade, pensamento algorítmico e sistêmico tenderão a ganhar cada vez mais espaço, sendo que em um mundo cada vez mais complexo e interconectado, as pessoas precisarão também de um tempo para si mesmas, para desconectarem e refletirem em suas trajetórias, propósito e legado.

Um mundo futuro rodeado por robótica e sistemas automatizados tenderá a valorizar habilidades que nos diferenciam como seres humanos, como a empatia, diplomacia, capacidade de liderança e de trabalho em equipes diversas, formadas por pessoas de múltiplas culturas e que muitas vezes estarão espalhadas pelo planeta.

Conhecimentos oriundos das Ciências Humanas e Biológicas aplicados à Gestão como Filosofia, Antropologia, Psicologia, Economia Comportamental, Neurociência aplicada à Tomada de Decisão serão diferenciais competitivos para os profissionais que desejam se destacar em um mundo, em que a previsão de comportamentos e tendências por meio da análise de dados e metodologias de Big Data, somados ao foco no Design da Experiência centrada no consumidor e/ou usuário do produto/serviço serão tidos como o novo “normal” e que a inovação pela disrupção e melhoria contínua não será opcional e sim a norma.

Fonte: Futuro Exponencial

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